domingo, 12 de junho de 2016

A importância da CHAG SHAVUOT - Festa Fixa do terceiro mês!

O dia 14 de Abibe - dia da morte do primeiro cordeiro, foi relembrado por Adão (Adam) e sua esposa Havah (Eva) e passado a descendência de Sete, chegando até Avraham (Abraão) revivido no dia que Isaque foi oferecido como prefiguração do sacrifício do Salvador, e enfim, a promessa feita em Gên. 15:13, se cumpre em Êxodo 12:41 na Pessach, (os 30 anos de diferença refere-se  ao tempo entre promessa e nascimento de Isaque para início da contagem dos 400 anos da descendência).

Neste ano, tempo determinados por Yahveh, o povo sai do Egito como uma nação escolhida, para ser moldada à um propósito muito importante. Tudo dentro da cronologia do Eterno, em tempo determinado!

Dia 14 do primeiro mês naquele ano a “Pessach", o cordeiro foi morto e o sangue espargido nos umbrais das portas do povo de Yahshorul (Israel).

O povo foi liberto,  e a peregrinação teve seu início - Viajaram até Mara, de Mara a Elim, De Elim a Sim, de Sim a Refdim, e de Refdim a Horebe.

DE REFDIM AO DESERTO DE SINAI -O CENÁRIO DO TERCEIRO MÊS:
Ao terceiro mês da saída dos filhos de Yahshorul (Israel) da terra do Egito, no primeiro dia deste
mês chegaram ao deserto de Sinai, Porque partiram de Refidim e entraram no deserto de Sinai, onde se acamparam. Yahshorul (Israel) pois, ali se acampou em frente ao monte. Êxodo 19:1,2

De Refidim o povo continuou viagem, seguindo o movimento da coluna de nuvem. Sua rota seguia através de áridas planícies, íngremes encostas, e desfiladeiros rochosos. Frequentemente, quando atravessavam as incultas regiões arenosas, viam diante de si montanhas escabrosas, semelhantes a gigantescos baluartes, amontoados diretamente através de seu percurso, e parecendo vedar de todo o prosseguimento. Mas, aproximando-se eles, apareciam aqui e acolá aberturas na muralha montanhosa, e, para além, outra planície abria-se-lhes à vista. Através de uma dessas profundas e pedregosas passagens, eram então conduzidos. Era uma cena grandiosa e impressionante.
Entre as escarpas rochosas que se erguiam a centenas de metros de cada lado, fluíam qual maré viva, até onde podia atingir a vista, as hostes de Yahshorul (Israel) com seus rebanhos e gado. E agora, diante deles, com solene majestade, erguia o Monte Sinai a fronte maciça.
A coluna de nuvem repousou em seu cume, e o povo, embaixo, espalhou suas tendas pela planície. Ali seria a sua morada durante quase um ano. À noite, a coluna de fogo assegurou-lhes a proteção divina; e, enquanto estavam entregues ao sono, o pão do Céu caía suavemente sobre o acampamento...

 Mehushuah (
Moisés) sobe ao monte uma primeira vez: 

Logo depois de se acamparem no Sinai, Mehushuah (Moisés) foi chamado à montanha a encontrar-se com o Eterno. Sozinho subiu a íngreme e áspera vereda, e aproximou-se da nuvem que assinalava o lugar da presença de Yahveh. Yahshorul (Israel) ia ser agora tomado em uma relação íntima e peculiar para com o Altíssimo ...

Mehushuah (Moisés)  voltou ao acampamento, e, tendo convocado os anciãos de Yahshorul (Israel), repetiu-lhes a mensagem divina. Sua resposta foi: “Tudo o que o Senhor tem falado, faremos.” 

 Mehushuah (Moisés)  sobe ao monte uma segunda vez
De novo seu líder subiu a montanha; e o Senhor lhe disse: “Eis que Eu virei a ti numa nuvem espessa, para que o povo ouça, falando Eu contigo, e para que também te creiam eternamente.”
O Senhor disse a Mehushuah (Moisés) : “Vai ao povo, e santifica-os hoje e amanhã, e lavem eles os seus vestidos; e estejam prontos para o terceiro dia; porquanto no terceiro dia o Senhor descerá diante dos olhos de todo o povo sobre o Monte Sinai.”


Dado o recado ao povo Moisés (Mehushuah) sobe ao monte, desta vez para receber os mandamentos.

O dia da Lua Nova é sempre o primeiro dia do mês, a porta do átrio devia estar aberta como explica Ezequiel 46: 1 a 3 - no dia depois da lua nova começava a contagem dos 6 dias de trabalho, no 6º dia, normalmente um dia de preparação física, onde as roupas e o ambiente da casa devem estar limpos, e a comida preparada, lá ao pé do Sinai naquele dia deveria haver mais dum dia de preparação (o shabat) um dia de preparação espiritual, jejum e oração, exame do coração a fim de que o coração deles fosse limpo de toda iniquidade.
A preparação fora feita, conforme o mandado; e, em obediência a outra ordem, determinou 
Mehushuah (Moisés)  que fosse colocado um obstáculo em redor do monte, para que nem homem nem animal pudesse introduzir-se no recinto sagrado. Se algum se arriscasse a tão-somente tocá-lo, o castigo seria a morte instantânea.

CINQUENTA DIAS PASSADOS NO DESERTO...

Na manhã do terceiro dia, volvendo-se os olhares de todo o povo para o monte, o cimo deste estava coberto de uma nuvem densa, que se tornou mais negra e compacta, descendo até que toda a montanha foi envolta em trevas e terrível mistério. Então se ouviu um som como de trombeta, convocando o povo para encontrar-se com Yahveh; Mehushuah (Moisés)  guiou-os ao pé da montanha. Da espessa treva chamejavam  vívidos relâmpagos, enquanto os ribombos do trovão ecoavam e tornavam a ecoar por entre as montanhas circunvizinhas. “E todo o Monte de Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e o seu fumo subiu como fumo de um forno, e todo o monte tremia grandemente.”

“A glória do Senhor era como fogo devorador no cume do monte”, à vista da multidão congregada. “E o sonido da buzina ia crescendo em grande maneira.” Tão terríveis eram os sinais da presença de Yahveh que as hostes de Yahshorul (Israel)
 tremeram de medo, e caíram prostrados perante o Senhor. Mesmo Mehushuah (Moisés)
 exclamou: “Estou todo assombrado, e tremendo”. Hebreus 12:21.

E então cessaram os trovões; não mais se ouviu a trombeta; a terra ficou calada. Houve um tempo de solene silêncio, e então se ouviu a voz de Yah. Falando da espessa escuridão que O envolvia, encontrando-Se Ele sobre o monte, rodeado de um acompanhamento de anjos, o Senhor deu a conhecer a Sua lei. Mehushuah (Moisés), descrevendo esta cena, diz: “O Senhor veio de Sinai, e lhes subiu de Seir; resplandeceu desde o monte Parã, e veio com dez milhares de santos; à Sua direita havia para eles o fogo da lei. Na verdade ama os povos; todos os Seus santos estão na Tua mão; postos serão no meio, entre os Teus pés, cada um receberá das Tuas palavras”. Deuteronômio 33:2,3.

Yahveh revelou-Se não somente na terrível majestade de juiz e legislador, mas como um compassivo guarda de Seu povo: “Eu sou Yahveh teu Ulhim , que te tirei da terra do Egito, da casa da
servidão”. Êxodo 20:2. Aquele a quem já haviam conhecido como seu guia e libertador, que os trouxera do Egito, preparando-lhes caminho através do mar e subvertendo Faraó e seus exércitos, que assim Se mostrara superior a todos os deuses do Egito, Esse era o que agora falava a Sua lei.
A instrução não fora proferida naquela ocasião exclusivamente para o benefício dos hebreus. 

Yahveh os honrou, fazendo deles os guardas e conservadores de Sua lei, mas esta deveria ser considerada como um depósito sagrado para todo o mundo. Os preceitos do Decálogo são adaptados a toda a humanidade, e foram dados para a instrução e governo de todos. Dez preceitos breves, compreensivos, e dotados de autoridade, abrangem os deveres do homem para com Yahveh e seus semelhantes; e todos baseados no grande princípio fundamental do amor. “Amarás a Yahveh  teu Ulhim  de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo”. Lucas 10:27; Deuteronômio 6:4, 5; Levítico 19:18. 

Neste dia naquela montanha fumegante, completava-se 50 dias após a Chag Bikurim (Festa das Primícias) o céu desceu até a terra no dia que Yahveh deu o aseret hadibrot (os dez mandamentos).

Naquela região,  nesta época acontecia também a chuva temporã, um evento representativo da conversão que o rukha kadosch do Eterno efetua no coração de seus escolhidos. A grande obra do evangelho não deverá encerrar-se com menor manifestação do poder de Yahveh do que a que assinalou o seu início. As profecias que se cumpriram no derramamento da chuva temporã no início do evangelho, devem novamente cumprir-se na chuva serôdia, no final do mesmo.

"E vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai-vos no Senhor vosso Yahveh, porque Ele vos dará ensinador de justiça, e fará descer a chuva, a temporã e a serôdia." Joel 2:23. "E nos últimos dias acontecerá, diz Yahveh, que do Meu Ruach derramarei sobre toda a carne." "E acontecerá que todo aquele que invocar o nome de Yahveh será salvo." Atos 2:17 e 21.



No ano 31 de nossa era, neste mesmo dia o céu se aproxima novamente com a descida do rukha kadosch como línguas de fogo, sob os discípulos reunídos na Festa de Shavuot (semanas ou pentecostes) trazendo compreesão das coisas concernentes ao Mashyah  naquele primeiro mês onde como Cordeiro de Yahveh se ofereceu no calvário, no dia 14 de Abibe, dia da pessach (páscoa) fazendo cesssar os sacrifícios.

Qual a importância desta data hoje?
Depois da morte do Mashyah, por ordem dele mesmo, os discípulos se reuniram no templo  como de costume no dia da Chag Sahvuot (Festa das Semanas) – portanto não faz sentido os que dizem que as Festas cessaram depois da morte de Yahshuah.

Há bençãos nos dias de Festas Fixas do Eterno, em cada uma delas Yahveh traz presentes especiais  aos seus filhos que obedecem suas ordens.

Dia de Chag Sahvuot:
·         Os mandamentos foram entregues.
·         O ruakha ou ruach kadosch desceu como vento, e no formato de línguas de fogo.
·         Tempo da chuva temporã.


Não se deve negligenciar a favor representado pela chuva temporã. Só os que estiverem vivendo de acordo com a luz que têm recebido poderão receber maior luz.

Chag Sahvuot, relembre e receba em seus coração e vida os mitzavot e a chuva temporã do rukha kadosch de Yahveh!



utilizados trechos do livro Patriarcas e Profetas - cap. 26 e 7

por Diná Soares

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