sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O MITO DAS SEMANAS SEQUENCIAIS



semana é um período de tempo correspondente a sequencia dos sete dias que forma um ciclo lunar . Porém a origem da expressão é mais recente e vem do latim septimana, que significava sete manhãs.
A semana foi uma evolução na orientação de espaço de tempo, cujo início ocorreu pela relação do homem com a natureza e principalmente com o que mais lhe chamava atenção e influenciava em sua vida, a movimentação dos astros, a Lua o Sol e dos planetas errantes por eles monitorados.
Na antiguidade, ao homem a Lua era muito mais significativa do que o Sol porque iluminava as noites, conceito que hoje não é bem compreendido. A origem do período de 7 dias está intimamente ligado com sua proximidade em duração com as fases da Lua, que acabaram gerando os primeiros calendários anuais, hoje conhecidos como calendários lunares, e que também acabaram gerando a nível global os calendários semanais.http://pt.wikipedia.org/wiki/Calendário_romano.


Semana


República Romana, tal como os etruscos, usava uma "semana de mercado" de oito dias, marcados com as letras de A a H no calendário. Um mercado seria feito no oitavo dia. Para os romanos, que contavam inclusivamente, este seria realizado a cada "nove" dias, daí que este mercado era denominado "nundinae". Dado que a extensão do ano não era múltipla de 8 dias, a letra para o dia de mercado (conhecida como "letra nundinal") variava a cada ano. Por exemplo se num determinado ano de 355 dias a letra nundinal era A, a do ano seguinte seria F.

O ciclo do mercado era fundamental para o ritmo da vida quotidiana, e o dia de mercado era o dia em que as pessoas do campo vinham à cidade. Por esta razão, uma lei de287 a.C. (a Lex Hortensia) proibia a realização de reuniões dos comitia (como por exemplo a realização de eleições) em dias de mercado, mas permitia a realização de actos legais. No fim do período republicano, surgiu uma superstição de considerar nefasto um ano que começasse num dia de mercado, e os pontífices, que regulavam o calendário, tomaram medidas para o evitar.

Com o ciclo do mercado estava fixado em 8 dias nos tempos da República, A informação acerca das datas do mercado é uma das mais importantes ferramentas que temos actualmente para estabelecer a equivalência entre o calendário pré-juliano e o calendário juliano....

semana de sete dias começou a ser usada no início do período imperial, depois do calendário juliano ter entrado em vigor, aparentemente estimulada pela imigração do Parte Oriental do Império. Durante algum tempo a semana de 7 dias coexistiu com o ciclo nundinal de 8 dias e alguns fasti incluem ambos os ciclos.
Os romanos tinham uma cultura pagã e dedicavam os dias da semana aos astros conhecidos, sendo o dies Saturni dedicado ao astro e deus Saturno, que era um dia de descanso pela boa colheita realizada.http://pt.wikipedia.org/wiki/Calendário_romano


E temos a comprovação arqueológica:



















No entanto, as fontes raramente nos dizem quais anos são comuns, quais são intercalares e quanto tempo um ano intercalar durava. Assim, datas pré-julianas podem ser muito tortuosas. ibidem


Está é a maior prova que a semana sequencial como formataram a mente de todos é um verdadeiro mito, construído pelo inimigo do Altíssimo para ocultar o dia sagrado de adoração ao Eterno Yahveh!

Como resultado da perseguição extrema associada com qualquer tentativa de usar o calendário bíblico, Hillel II, o último presidente do Sinédrio, criou um calendário reformado. Declaração do novo mês pela observação da lua nova, e o ano novo pela chegadada primavera, são decisões que só poderiam ser tomadas pelo Sinédrio. No tempo de Hillel II [4 século CE], o último presidente do Sinédrio, os romanos proibiram esta prática. Hillel II foi, portanto, obrigado a instituir o seu calendário modificado, dando assim antecipadamente a autorização do Sinédrio para os calendários de todos os anos futuros. “The Jewish Calendar and Holidays (incl. Sabbath)”: The Jewish Calendar;

Este método de observação e intercalação foi usado durante todo o período do segundo templo (516 aC - 70 dC), e cerca de três séculos depois de sua destruição, sempre que houvesse um Sinédrio independente. No quarto século, no entanto, quando a opressão e a perseguição ameaçaram a existência do Sinédrio, o patriarca Hilel II deu um passo extraordinário para preservar a unidade de Israel. . . ele fez público o sistema de cálculo do calendário que até então tinha sido um segredo bem guardado. Ele tinha sido usado no passado apenas para verificar as observações e depoimentos de testemunhas, e para determinar o início da temporada de primavera.. Arthur Spier, The Comprehensive Hebrew Calendar, (Jerusalem and New York: Feldheim Publishers, 1986), pp. 1-2,
Com a destruição do Templo (70 DC), os saduceus desapareceram por completo, deixando a regulamentação de todos os assuntos judaicos nas mãos dos fariseus. Daí em diante, a vida judaica foi regulamentada pelos fariseus; toda a história do judaísmo foi reconstruída a partir do ponto de vista dos fariseus, e um novo aspecto foi dado ao Sinédrio do passado. A nova cadeia de tradição suplantou a antiga tradição sacerdotal (Abot 1:1). Fariseísmo moldou o caráter do Judaísmo bem como a vida e o pensamento dos judeus para todo o futuro. Pharisees,” The Jewish Encyclopedia, Vol. IX, (1901-1906 ed.), p. 666



Pesquisado por
Diná Soares

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